E se todos os meus dias fossem iguais? Se eu acordasse exatamente na mesma hora, comesse as mesmas coisas no café da manhã, saísse de casa pontualmente as 8:00, encontrasse as mesmas pessoas que me diriam as mesmas coisas, tivesse as mesmas aulas, o mesmo trabalho, o mesmo almoço, assistisse ao mesmo capítulo do programa da televisão, dormisse no horário de sempre sem me atrasar sequer um minuto. E se nada mudasse? Tedioso, não? Mas será que tudo que não muda é chato?
Estive pensando no que de mais maravilhoso pode haver e descobri que, por incrível que pareça, é extremamente constante. Nele não há mudança e nem mesmo sombra de variação, nele está a segurança plena e o amor mais extravagante já visto e experimentado. Embora ele não mude, me faz querer ser diferente todas as vezes que nos encontramos. Sempre o mesmo, mas novo a cada dia. Surpreendedor quando no meio da tempestade me diz “Estou aqui e ainda sou o mesmo”.Amor constante, amor seguro, amor divino. Todos os dias o mesmo, incrivelmente o mesmo. Todos os dias, até a consumação dos séculos.
Juliana de Lima
domingo, 2 de setembro de 2007
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